Sustentabilidade

27/06/2012 - A Indústria da Construção Metálica alia sustentabilidade à rapidez e limpeza

A sustentabilidade é um conceito que permeia todas as atividades humanas. Os recursos naturais disponíveis no planeta não são infindáveis, como se acreditava ou se fazia acreditar, antigamente.

A tecnologia já possibilitou mecanismos de visualização dos limites do planeta no espaço, já se pode até medir a intensidade das tempestades solares. E mesmo tendo sido provado que recursos naturais são findáveis e altamente suscetíveis ao equilíbrio do meio ambiente, muitos países industrializados consomem seus recursos naturais em escala insustentável.

Na União Europeia 50% das matérias-primas retiradas das superfície da terra são utilizadas na construção civil. E mais de 25% de todos os resíduos sólidos descartados no meio ambiente são gerados pela construção civil. A sustentabilidade da construção normalmente é definida em três searas: ecológica, econômica e sócio-cultural. Para avaliar a sustentabilidade de um sistema construtivo é preciso considerar estes três aspectos, incluindo o ciclo global da construção, desde a extração das matérias-primas utilizadas até sua demolição e destino final dos seus resíduos resultantes.

Atualmente é necessário desenvolver esforços para promover estratégias e minimizar os impactos ambientais provocados pela indústria da construção, além de desenvolver formas de melhorar as condições de competitividade da atividade. Promover técnicas eco-eficientes são práticas do Desenvolvimento Sustentável. E as indústrias do aço e da construção metálica desenvolvem papel fundamental nesta evolução.

O aço é um material 100% reciclável. Preserva totalmente o ambiente construído com rapidez e limpeza, além de apresentar obras secas, de onde nunca vazam resíduos líquidos contaminantes. E, ao contrário das famosas caçambas com resíduos de obras que enchem os aterros, na indústrias da construção metálica existe pouco desperdício de material.

A Construção Sustentável portanto propõe a minimização do consumo de recursos naturais e a maximização da sua reutilização, o uso de recursos renováveis e recicláveis, a proteção do ambiente saudável e não tóxico e a qualidade na criação do ambiente construído. De acordo com estes princípios são definidas as linhas gerais que conduzem a uma construção mais sustentável.

Neste aspecto, a sustentabilidade é integrada ao ciclo de vida do projeto considerando o desenvolvimento de soluções otimizadas na escolha estética, do custo, da vida útil dos materiais, sua manutenção e consumo de energia. E as qualidades ambientais dos materiais utilizados na concepção funcional do projeto, sua exploração no meio ambiente, a durabilidade de seus componentes e a facilidade de desconstrução destes componentes escolhidos.

Analisando as várias fases ao longo do ciclo de vida de uma estrutura metálica, identificam-se vantagens deste tipo de construções. As estruturas metálicas implicam numa pré-fabricação, transformando o processo de construção em montagem, o que torna o processo mais eficiente, mais rápido e minimiza os riscos e prejuízos da obra. Simultaneamente, estruturas relativamente leves conduzem à construção de fundações mais reduzidas, permitindo a preservação do solo e a redução da movimentação de terras.

 

Material eternamente reciclável


Não existe refugo em estruturas metálica. Se a estrutura for bem projetada, desenhada, detalhada, fabricada e verificada nos mínimos detalhes, como é o procedimento dos fabricantes,  não existe razões para ter sobras de peças usinadas. Nunca é de mais lembrar que o padrão de medida na construção em concreto é centímetro, na construção metálica é o milímetro. As vantagens, na precisão e  economia, são evidentes.

Eventuais matérias primas não utilizadas são recicladas. Os materiais fornecidos pelas usinas como chapas e perfis de várias bitolas obedecem a padrões de comprimento e espessura,  enquanto os elementos estruturais que compõem a construção metálica obedecem as medidas definidas pelo arquiteto e engenheiro projetista, em função das características e  exigências da obras. "Como consequência do desbitolamento, da usinagem, esquadrejamento dos perfis, furos, chanfros, podemos perder algum material, que será posteriormente reciclável. Poderíamos dizer que esta perda se situa entre um mínimo de 5% e o máximo de 10% para médias e grandes estruturas", soma Norimberto Ferrari, diretor da FAM.

 “Eventualmente pode-se perder alguma peça ou ter de refazê-la por causa de modificações de última hora decididas pelo proprietário e construtor. As sobras não aproveitáveis na própria construção,  tornam-se sucata que é vendida para os sucateiros que as retiram do fabricante. Esta sucata é vendida  para usina siderúrgicas e acaba sendo refundida. Este processo pode-se repetir inúmeras vezes e este é uma das grandes vantagens do aço. Poucas matérias primas tem esta possibilidade e plasticidade. Pode ser que o material que formava a roda de um carro sucateado apareça, após anos, sob forma de um produto da linha branca!"

E além de todo esse aproveitamento que se pode obter das estruturas metálicas, elas ainda podem ser transportadas, desmontadas para serem galvanizadas novamente e remontadas. "A longo dos muitos anos da minha atividade participei e assisti desmontagens, deslocamentos, as vezes por quilômetros de distância, e remontagens de estruturas metálicas de todos os tipos. O aço é um material com características fantásticas.  Se deixar furar, soldar, dobrar, alongar em uma gama enorme de formas. Se é necessário aumentar em altura, largura e comprimento, reforçar ou eliminar colunas e vigas, em qualquer sentido, devido ao  aumento das cargas ou outros fatores, não somente é possível, como são operações corriqueiras e relativamente fáceis se comparadas as mesmas operações em estruturas fabricadas com outros materiais",  diferencia o diretor da FAM.

Fonte:

Revista Construção Metálica Ed 104 - ABCEM

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